Aprender inglês deixa o seu cérebro mais potente?

Redator 24/06/2019  Categoria: Aprender inglês

É o que diz a pesquisa da Dra. Judith F. Kroll, cientista cognitiva da Pennsylvania State University. A pesquisadora alega que nossa estrutura cerebral dinâmica favorece a performance fluente em uma segunda língua e facilita o aprendizado, fazendo com que o nosso cérebro desenvolva habilidades de conexão, mais velozes e complexas. Ou seja, o cérebro evoluiu e se adaptou para falar mais de um idioma.

De acordo com a pesquisadora, o cérebro humano, ao aprender um novo idioma, organiza os idiomas de forma que as palavras de ambas passem a ser acessadas rapidamente e na hora certa. O mais impressionante é que, segundo Dra. Judith Kroll, uma vez que você aprende um novo idioma, o seu cérebro passa a acessar as duas línguas ao mesmo tempo, O TEMPO TODO. Ou seja, quando você f ala português, o seu cérebro está acessando as mesmas palavras no segundo idioma, de forma contínua, inconscientemente. É como se nunca desligássemos as legendas nos nossos cérebros.

Essa habilidade de ativar os dois idiomas – a língua materna e o segundo idioma – e selecionar qual idioma falar no contexto certo afeta diretamente as áreas do cérebro e até mesmo a distribuição física das redes neurais.

Essa nova conformidade das redes neurais faz com que o cérebro se torne mais dinâmico e mais saudável. É o que propõe a psicolinguista Ellen Bialystok, da Universidade de York, no Canadá. Segundo seus estudos, pacientes com tendência a Alzheimer demoram 4 a 5 anos a mais para desenvolver os efeitos da doença. Mas ela alerta, ser bilíngüe não previne a doença, mas mantém o cérebro ativo, exercita a mente e pode atrasar a manifestação da doença. De fato, outras alterações ainda são perceptíveis: a massa cinzenta (onde ocorrem as sinapses e há mais neurônios)dos bilíngües são normalmente mais densas.

Curiosamente, a maior parte das pessoas no mundo são bilíngues, dado que impressiona num país onde a maior parte da população ainda compartilha de conceitos retrógrados e falsos sobre o desenvolvimento de um novo idioma. Na década de 60, alguns estudos falsos e baseados em testes mirabolantes, e nem um pouco científicos, propuseram que o aprendizado de um novo idioma atrasaria o desenvolvimento das crianças, exigindo demais do cérebro.

O que se provou, agora cientificamente e baseado em testes sérios, é que um novo idioma não só abre as portas para o mundo como é uma baita ginástica cerebral!

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